Nossa vida é influenciada por escolhas.
Algumas são conscientes, outras quase automáticas. Algumas nascem da coragem; outras, do medo. Há decisões que parecem pequenas no momento em que acontecem, mas que, anos depois, revelam ter mudado completamente o rumo da história.
É justamente essa reflexão trazida em O Poder de Escolha, livro que a mentora da Top2You Stania Moraes acaba de lançar.
Executiva com mais de três décadas de atuação nas áreas de finanças, contabilidade e controle, Stania construiu uma carreira sólida em ambientes corporativos complexos.
A motivação para escrever O Poder de Escolha surgiu depois que ela assistiu à série política Borgen: o Reino, o Poder e a Glória. No drama, uma candidata com pouca popularidade é eleita primeira-ministra da Dinamarca e, ao perceber que finalmente tem condições reais de agir diante dos jogos de poder e das pressões políticas, afirma: “Agora sim eu posso escolher”.
A partir dessa provocação, Stania passou a refletir sobre a própria trajetória e sobre quantas decisões são, de fato, conscientes.
O que move uma escolha?
Uma das provocações centrais do livro é que as decisões que moldam nossa vida são influenciadas por diversos aspectos: valores familiares, expectativas sociais, emoções e até processos inconscientes do próprio cérebro.
“Muitas vezes a gente acha que está escolhendo, mas o nosso cérebro já escolheu muitas coisas antes de a gente perceber”, diz a CFO.
Essa reflexão é especialmente relevante no mundo corporativo.
Profissionais costumam explicar decisões com argumentos lógicos, mas, na prática, fatores como medo, admiração, contexto cultural ou desejo de pertencimento podem ter um peso muito maior do que imaginamos.
Refletir sobre opções também exige reconhecer que nem todas as pessoas partem do mesmo lugar.
A ideia de que é possível simplesmente decidir seu caminho profissional pode soar inspiradora, mas nem sempre corresponde à realidade.
“Nós não fazemos escolhas apenas pela escolha”, explica Stania. “Eu só posso escolher algo se tiver opções para escolher em pé de igualdade.”
Em diferentes situações, o que chamamos de decisão pode, na verdade, ser uma renúncia compulsória diante das condições disponíveis. Falta de oportunidades, pressões familiares, limitações financeiras ou sociais podem reduzir drasticamente o número de caminhos possíveis.
Reconhecer essas diferenças não diminui o valor das conquistas individuais ou gera justificativas para o fracasso. Pelo contrário, amplia a compreensão sobre o quanto muitas trajetórias são construídas não apenas por alternativas ideais, mas por decisões tomadas dentro das possibilidades disponíveis em cada momento da vida.
Liderar também é decidir
À medida que avançamos na carreira, as opções deixam de impactar apenas a própria vida. Elas passam a influenciar equipes, projetos, estratégias e, muitas vezes, o rumo de organizações inteiras.
Por isso, ocupar uma posição de liderança significa, em grande medida, assumir o protagonismo em situações difíceis.
Promover alguém enquanto outros profissionais igualmente competentes ficam de fora. Demitir um trabalhador. Encerrar um projeto no qual a equipe investiu tempo e energia.
Nem sempre essas decisões são populares.
Só que, na prática, liderar exige escolher frequentemente entre alternativas imperfeitas, equilibrando riscos, expectativas e impactos futuros.
No caso das mulheres, essa complexidade pode se ampliar ainda mais. Muitas conciliam diferentes tarefas na vida pessoal enquanto continuam avançando na carreira e assumindo posições de maior responsabilidade.
“Uma mulher pode decidir ser mãe, casar, ter família e ser executiva”, observa Stania. “Equilibrar todos esses papéis torna as escolhas cada vez mais complexas.”
Diante desse cenário, a mentora dá três dicas: exercitar a consciência, assumir protagonismo e saber priorizar. Vamos detalhar cada um.
Ter consciência significa que, antes de optar por um caminho, é importante entender o que está influenciando aquela decisão. Essa clareza permite tomar decisões com mais consciência e reduzir a reatividade.
Assumir o protagonismo está relacionado a saber reconhecer as responsabilidades que vêm com cada ação. Decidir faz parte do papel de um líder — e evitar decisões ou terceirizar responsabilidades também é uma escolha.
Por último, é importante entender o que realmente importa em cada momento da vida. “Faça aquilo que te brilha os olhos”, orienta Stania. “Quando você tem paixão pelo que faz, isso traz serenidade.”
Toda história profissional é moldada por decisões. Algumas planejadas. Outras inesperadas. Algumas são resultados das circunstâncias. Outras são tomadas sem nem perceber.
Mas se queremos construir trajetórias mais intencionais — e lideranças mais conscientes — perguntar a nós mesmos quais escolhas estamos fazendo, por quê e qual o impacto delas nas pessoas e nos negócios é um exercício importante.
Para mergulhar nesse tema, não deixe de conhecer O Poder de Escolha, de Stania Moraes, disponível na Amazon.



