Em um cenário de mudanças aceleradas, impulsionado por novas tecnologias, os desafios no mundo do trabalho ganharam novas camadas.
Diante dessas transformações, a capacidade de se adaptar e estar pronto para o que vem pela frente se tornou essencial para a tomada de decisões.
Mas, se a ideia é lidar com um contexto novo, faz sentido continuar preparando líderes da mesma forma de sempre?
Cada vez mais, falar a língua do mercado exige contato com diferentes perspectivas e acesso a quem já enfrentou situações semelhantes.
Foi com esse olhar que nasceu o RH do Futuro, programa intercompany da Top2You que aposta no desenvolvimento por meio de conexões e troca de experiências.
Formar futuros líderes de RH exige experiências conectadas às decisões que estão sendo tomadas agora.
O ecossistema continua
Em 2025, quando a primeira edição do RH do Futuro chegou ao fim, uma constatação que se repetiu entre os participantes foi que a experiência não deveria ser pontual.
Essa percepção impulsionou a decisão de dar continuidade ao programa, que, em março, ganhou uma nova edição, reunindo 39 mentorados e 14 mentores da Vivo, Vale, Unilever, Serpro, Lojas Renner, Porto, Merck, John Deere, iFood, Gerdau, Edenred, Danone e Aegea.
Mantendo a essência da primeira edição, a idéia do programa é conectar talentos de RH a líderes seniores de diferentes organizações e, a partir disso, promover mentorias que permitam aos participantes conhecer novas perspectivas e compartilhar desafios com mentores.
O impacto dessa jornada apareceu nos assessments realizados antes e depois do programa: 82% dos participantes que responderam às duas etapas afirmaram se sentir mais preparados para assumir desafios de liderança em um próximo nível.
Além do aumento na confiança, os avanços mais significativos apareceram em competências como prontidão, pensamento criativo, motivação e autoconsciência, habilidades importantes para lidar com mudanças e assumir novas responsabilidades.
A construção dessa preparação dialoga diretamente com o modelo praticado nas mentorias: os encontros são voltados para desafios reais vividos pelos participantes, o que ajuda a transformar as discussões em ações aplicáveis ao dia a dia.
Muitos mentees destacaram que saíam das sessões com planos de ação prontos para serem colocados em prática.
Ao todo, a jornada somou 103 mentorias e altos índices de sucesso. O engajamento foi de 100%, a nota média atribuída pelos participantes foi de 4,9 em uma escala de 0 a 5 e o NPS alcançou 93 pontos.
Prioridades do RH atual
Se os temas discutidos nas mentorias servem como termômetro para o mercado, o recado é claro: as lideranças de RH estão mais focadas em estratégia do que em tarefas operacionais.
As conversas ao longo do programa refletem essa mudança de prioridade, o desenvolvimento de equipes e lideranças foi pauta de 30% das sessões, seguido de perto por gestão de mudanças e discussões sobre cultura, engajamento e ESG.
Isso aponta para um RH que entendeu que seu verdadeiro valor não está em administrar ferramentas ou rodar processos manuais e sim em influenciar decisões de alto nível, sustentar culturas fortes e preparar as pessoas para gerar impacto direto no resultado do negócio.
Esse movimento também reforça a importância de o RH atuar cada vez mais próximo de outras áreas da empresa. A troca com diferentes lideranças ajuda a ampliar a visão sobre os desafios e as decisões que fazem parte do dia a dia das organizações.
Ao serem provocados sobre possíveis desdobramentos para mais conversas, os mentorados demonstraram interesse em ampliar ainda mais essas conexões, incluindo profissionais de áreas como finanças e tecnologia.
O objetivo é trazer novas perspectivas e enriquecer as discussões com olhares diferentes sobre os desafios do mercado.
O futuro começa pelas conversas de hoje
Além de compartilhar resultados, o evento de encerramento do RH do Futuro 2 teve a participação de Paulo Kakinoff, CEO da Porto, para uma conversa guiada por uma provocação que acompanha as transformações da área: o que é o RH do futuro e para onde essa área caminha?
Kakinoff defendeu que organizações mais preparadas para os próximos anos são aquelas capazes de identificar talentos, investir em seu desenvolvimento e reconhecer suas contribuições. Nesse cenário, liderança, cultura e valores seguem como elementos centrais para atrair e reter pessoas.
“Se uma área de recursos humanos consegue endereçar simultaneamente essas três dimensões — identificação, reconhecimento e recompensa — , a gente se aproxima de um time ideal”, afirmou.
Mas o grande lembrete que ficou ao fim dessa jornada é que o desenvolvimento não aceita ponto final. Ele não se resolve em um único workshop, palestra ou ciclo de mentoria. Crescer exige consistência, busca contínua por novas referências e abertura para aprender sempre.
Não por acaso, o feedback mais recorrente dos participantes foi o desejo de manter essa rede ativa. Eles entenderam que o valor real do programa está na continuidade das trocas e no acompanhamento mútuo dessa evolução ao longo do tempo.
E essa é, essencialmente, a razão de existir da Top2You.
Ao conectar profissionais a um ecossistema vivo de mais de 150 mentores C-Level — incluindo CEOs e CHROs de grandes organizações —, nós garantimos que as conversas que transformam carreiras e negócios continuem acontecendo além do fim de um programa.
Se você quer levar um programa de mentoria para sua empresa, seja um intercompany, como o RH do Futuro, ou ciclos de mentoria interna e externa, fale com a gente.



