Top2You | Mentoria de alto impacto

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Cadu Lemos costuma dizer que viveu várias vidas em uma só: foi radialista, DJ, gerente de marketing, empreendedor, fotógrafo, professor, consultor e executivo. 

Cada um desses papéis foi como uma peça de um grande mosaico, compondo sua visão sobre o mundo, sobre as pessoas e sobre o impacto que cada experiência pode ter na vida de alguém.

Criado entre São Paulo e Brasília, sua primeira conexão com a comunicação aconteceu nos anos 80, na efervescente cena do rock brasiliense. 

Reservado, Cadu não imaginava trabalhar com comunicação, mas um amigo insistiu para que fizesse um teste para locutor. “Ainda relutei, mas ele me convenceu ao prometer que, se eu conseguisse o emprego, conseguiria discos importados para usar na boate em que trabalhava”, revela. 

Cadu foi aprovado e a comunicação passou a ser sua bússola. Trabalhou como DJ e locutor nas rádios Manchete, Globo FM e Antena 1, além de atuar nos Diários Associados. 

Nesse meio tempo, estudou marketing e comunicação e, a convite de um professor, foi trabalhar em uma grande agência de comunicação, onde se especializou em marketing direto e de relacionamento.

“Essa experiência me levou ao Banco Nacional, onde comecei como gerente de marketing direto e, dois anos depois, assumi a diretoria de marketing na área de pessoa física e varejo. Trabalhei lá até a fusão com o Unibanco, o que representou outro momento de aprendizado”, relembra. 

Para Cadu, a experiência da fusão foi desafiadora. Ele enxergava que o foco estava limitado aos processos e sistemas, enquanto as pessoas – funcionários e clientes – ficaram em segundo plano. 

Com essa percepção em mente, deixou o mercado financeiro e começou a estruturar sua consultoria, lançada oficialmente em 1998. Pouco tempo depois, teve a chance de estar do outro lado, conduzindo alguns workshops de integração de uma nova fusão: Unibanco e Itaú.

“Houve um trabalho muito cuidadoso de comunicação para funcionários e clientes. Foi gratificante facilitar a integração das equipes.”

Ao longo dessa jornada, Cadu percebeu que suas contribuições poderiam ir além da consultoria tradicional. Ele queria provocar experiências que marcassem, inspirassem e transformassem.

Foi assim que trouxe o paintball para o Brasil. Mas não apenas como esporte. Criou uma experiência baseada no marketing de guerrilha, integrando estratégia, ação e tomada de decisão sob pressão para empresas, temas em voga naquela época.

Foi esse desejo de continuar a trazer analogias vivas para o desenvolvimento de pessoas que, em 2004, resultou na criação de seu programa mais icônico: o Pit Stop Experience.

“Ele envolve uma réplica de um carro de Fórmula 1, onde os participantes realizam uma troca de pneus real. O diferencial está na palestra e no debriefing, que transformam a atividade em uma metáfora para o trabalho em equipe e a dinâmica das organizações”, explica. 

Empresas como Google, Microsoft, Unilever e B3 já experimentaram essa vivência, que se tornou o verdadeiro ‘carro-chefe’ das imersões de Cadu.

A mentoria como missão e conexão

Desde cedo, Cadu aprendeu que grandes transformações começam com um olhar atento. O primeiro a enxergar seu potencial foi o pai de um amigo, fotojornalista, que notou sua curiosidade enquanto ele, ainda menino, admirava as imagens projetadas sobre uma mesa de luz.

“Eu ficava fascinado com aquilo. Ele percebeu meu interesse e começou a me apresentar fotógrafos e livros”, conta Cadu.

Esse mentor, que abriu sua visão para o mundo da fotografia, foi o mesmo que anos depois o incentivou a participar de um evento da área. 

Aos 17 anos, Cadu foi reconhecido como jovem revelação em um concurso fotográfico e viu seu trabalho exposto ao lado de grandes nomes como Araquém Alcântara, Luiz Claudio Marigo e Arnaldo Pappalardo, entre outros.

A fotografia, mais do que um ofício, se tornou uma metáfora para a vida e para o aprendizado. 

O mesmo olhar curioso que o fez mergulhar nesse universo ainda pulsa em seu workshop de fotografia contemplativa e na mObgraphia Cultura Visual, uma produtora responsável pelo maior festival e prêmio de fotografia mobile da América Latina, que Cadu fundou em 2013 e da qual fez parte até 2018.

Ao longo de sua carreira, ele desenvolveu muitos profissionais, mas foi em 2020 que a vida o levou a assumir formalmente o papel de mentor na Top2You.

Mais do que oferecer respostas prontas, ele acredita que a força da mentoria está nas perguntas certas — aquelas que provocam, incomodam e, por isso mesmo, transformam. 

Desde então, Cadu já conduziu mais de 200 mentorias, sempre com o compromisso de se conectar com o que realmente importa no momento presente.

“Eu sento em frente ao mentorado já tendo lido seu briefing, mas peço para que ele me conte tudo como se fosse a primeira vez. Entre o dia do agendamento e o dia da nossa reunião, muita coisa pode ter mudado, então prefiro ouvir sem pré-julgamentos, criando um espaço para o que surgir”, diz. 

É a partir dessa escuta que o processo se inicia e que a conversa ganha direção. Nenhuma mentoria é igual à outra. Cada encontro se molda ao momento presente e ao que realmente precisa emergir naquele instante.

Mas ele não apenas conduz diálogos instigantes. Ele pesquisa, estuda, testa, valida.

Estudioso e criativo, ele incorporou à sua mentoria ferramentas robustas e multidisciplinares, unindo instrumentos de autoconhecimento, perfis comportamentais e conceitos da neurociência aplicada, como o estado de flow. 

Essas metodologias não apenas aprofundam o processo, mas criam um ambiente de descoberta e transformação real.

Trilhar, experimentar, transformar

Cadu Lemos não compartilha apenas conhecimento. Ele desperta olhares, provoca reflexões e conduz experiências que vão além do óbvio.

Seja com líderes, equipes ou empreendedores, ele transforma cada palestra, workshop ou imersão em um espaço vivo de aprendizado, onde cultura, desenvolvimento humano e neurociência se encontram para enfrentar os desafios da saúde mental e da transição de uma cultura individualista para uma colaborativa e consciente.

Acima de tudo, Cadu trabalha com significado. Seu propósito não é apenas ensinar, mas provocar transformações, sejam elas sutis ou revolucionárias. 

Ele acredita que não há crescimento real dentro de linhas retas e previsíveis. O aprendizado pulsa nos desvios, nas curvas inesperadas, nos caminhos que nos desafiam a sair da rota.

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