Em certo momento da carreira, profissionais experientes podem começar a se perguntar: “E agora? O que faço com tudo o que construí até aqui?”
Há quem transforme esse repertório em poder. Há quem o guarde como capital simbólico. E há quem faça uma escolha diferente e, muitas vezes, subestimada: assumir o papel de mentor ou mentora e colocar a própria trajetória a serviço do desenvolvimento de outras pessoas.
Essa escolha costuma ser interpretada como generosidade. Mas mentorar vai além disso.
Marcio Minuzzi, cofundador e Head de Produto da Top2You, propõe outra leitura: ser mentor também pode ser um ato de rebeldia.
“Em um mundo que valoriza quem acumula, quem ensina, quem tem todas as respostas, o mentor escolhe o caminho inverso: ouvir, perguntar, doar, confiar e aprender”, defende.
Ao fazer essa escolha, o mentor redefine a própria identidade. Ele deixa de se afirmar pelas respostas que detém e passa a se reconhecer pela qualidade das perguntas. Seu valor deixa de estar apenas no que sabe e passa a residir no tipo de reflexão que provoca.
E, ao fazer isso, a mentoria não transforma apenas quem busca o apoio de alguém mais experiente. Ela transforma profundamente o próprio mentor.
A evolução em mão dupla
Quando falamos em mentoria, uma das primeiras dimensões que aparece é a oportunidade de ajudar outras pessoas.
Para quem está na figura de mentee, esse encontro é realmente decisivo. Uma conversa bem conduzida pode antecipar um problema, destravar uma decisão que vinha sendo adiada e preparar para subir os próximos degraus da carreira.
Uma única sessão pode mudar histórias de vida e rumos de negócios. É nesse sentido que a mentoria se conecta à ideia do mentor que deixa um legado.
Seu efeito ultrapassa o indivíduo e se espalha para colegas, liderados e organizações. Afinal, um profissional mais consciente tende a influenciar positivamente as pessoas com quem convive e o ambiente em que atua.
Mas não para por aí.
Diferentemente do que muita gente imagina, mentorar também é uma oportunidade poderosa de evolução para quem assume esse papel.
“A cada mentoria eu saio melhor do que entrei. É um processo de mão dupla: o mentor transmite conhecimento, experiência, inspiração e motivação, mas também ganha aprendizado na medida em que do outro lado existe uma pessoa que, muitas vezes, traz questões que não estavam no seu radar”, explica José Eustachio, executivo com mais de 40 anos de mercado publicitário e mentor da Top2You.
Para ele, o fato de se expor a diferentes situações e interagir com profissionais em momentos distintos de vida e carreira, em empresas e negócios diversos, é extremamente rico.
“Ser mentora é um exercício contínuo de autoliderança. Profissionalmente, amplia repertório, visão sistêmica e capacidade de leitura humana”, concorda Flávia Ibri, Vice-presidente de RH da IQVIA e mentora Top2You. “No plano pessoal, o maior ganho é o aprofundamento do autoconhecimento. Ao ajudar o outro a se enxergar, somos constantemente convidadas a revisar crenças, padrões e pontos cegos”.
Lara Bezerra, ex-CEO da Bayer e Roche, conta que, em sua experiência como mentora, tanto na Top2You quanto nas organizações em que atuou, também aprende muito com as questões de cada mentee e seus olhares para encarar situações. “Ao refletirmos com o outro, sempre aprendemos mais sobre nós mesmos”, afirma.
Dentro do contexto das organizações, há ainda outra camada. A pessoa mentora passa a exercer uma liderança real, desenvolvendo talentos e ampliando o impacto para além das suas entregas.
“A liderança sustentável só pode existir por meio do autoconhecimento — e não existe autoconhecimento que não se aprofunde quando colocamos nossa experiência a serviço do crescimento de alguém”, reforça Flávia.
A partir daí, os mentores passam a ser reconhecidos não apenas pelo que entregam, mas pela capacidade de desenvolver talentos.
Em muitas organizações, isso se traduz em confiança, influência e maior visibilidade — ativos cada vez mais valorizados.
Mentorar, portanto, é escolher um caminho em que propósito, impacto social e evolução pessoal caminham juntos.
Quem pode ser mentor?
Existe um mito de que mentorar é algo que se faz depois de “chegar lá”. Como se fosse um capítulo final da carreira, reservado a quem já conquistou tudo.
Mas não precisa ser assim.
“Todos nós podemos ser mentores, porque todos temos experiência de vida”, afirma Lara Bezerra. “Quanto mais consciência se tem sobre suas escolhas e aprendizados, melhor mentor será. Se alguém te procura, é porque já enxerga valor ali.”
Flávia acrescenta que ninguém está “pronto” no sentido absoluto, mas é possível se preparar para ser um bom mentor: “É preciso começar por si: investir em autoconhecimento, trabalhar suas inseguranças e desenvolver escuta ativa genuína”.
Para José, esse preparo não é apenas técnico. Para ele, gostar de gente, interessar-se verdadeiramente pelas pessoas e ter desprendimento pessoal são elementos centrais.
E há ainda outro ponto pouco falado: bons mentores costumam ter seus próprios mentores.
Ter alguém com quem refletir é uma forma de aprimorar as competências que os próprios mentores mencionam — escuta, consciência, leitura humana, maturidade emocional. O caminho para mentorar melhor passa, muitas vezes, por também aceitar ser mentorado.
O lugar da mentoria nas empresas
Se mentorar é uma forma de exercer uma liderança mais sustentável, autoconsciente e com foco em desenvolvimento contínuo, faz sentido que as empresas passem a tratar a mentoria não como ação pontual, mas como parte da sua infraestrutura.
A Top2You, especialista em mentoria de alto impacto, já apoiou mais de 90 grandes corporações na construção de programas de mentoria interna e externa e sabe bem disso.
Combinando tecnologia e expertise conquistada em mais de 20 mil horas de mentoria realizadas, a Top2You viabiliza programas que entregam métricas e relatórios para o RH, previsibilidade de investimento e alto impacto na jornada de pessoas e empresas.
Para organizações que querem transformar a mentoria em prática de desenvolvimento e para profissionais que desejam atuar como mentores e ampliar seu impacto, o convite é sair do improviso e construir uma estrutura que sustente conversas profundas de verdade.
Se você quer levar a mentoria para sua empresa, fale com a Top2You.



