No início do ano, o Gartner, referência global em estudos de mercado, elencou nove tendências que guiariam o trabalho em 2026.
Entre elas, estão previsões como Gêmeos Digitais (colaboradores treinando IAs para replicar suas próprias funções) e o movimento Tech-to-Trades (profissionais do digital migrando para ofícios manuais “à prova de algoritmos”).
Mapear esses cenários é essencial, mas é igualmente vital testar a acuracidade das previsões de tempos em tempos.
Afinal, em um mundo de mudanças exponenciais, até a bússola mais precisa exige calibragem frequente, não é mesmo?
Por isso, consultamos os mentores da Top2You, que são C-Levels com experiência em algumas das empresas mais relevantes do país, e perguntamos quais, entre as nove apostas, de fato ganharam tração.
O veredito do trimestre
Enquanto algumas das tendências podem soar futuristas e distantes do dia a dia corporativo, nossos mentores e mentoras apontam que 2026 está sendo dominado por dores muito imediatas: dissonância cultural, saúde mental e as consequências de demissões prematuras, motivadas pela ascensão da IA.
Para eles, a dissonância cultural, que se manifesta no abismo entre o discurso institucional e a pressão implacável por performance, lidera o ranking de urgências.
É o líder que fala em “segurança psicológica” na reunião de segunda-feira, mas na terça ridiculariza os erros cometidos e cobra produtividade baseada em metas que não foram calibradas para a realidade de cada profissional.
É preciso atenção porque o resultado dessa dissonância é o colapso do engajamento: o talento percebe que o “lado humano” só existe enquanto os números estão no azul.
Essa pressão desmedida, combinada com um cenário socioeconômico instável, deságua, inevitavelmente, no segundo tema prioritário para os mentores Top2You: a saúde mental.
Às vésperas da atualização da NR-1 — que trará um olhar ainda mais rigoroso para o gerenciamento de riscos psicossociais — já sabemos que o ambiente de trabalho tornou-se o epicentro de uma crise de esgotamento.
Só em 2025, mais de 546 mil trabalhadores foram afastados por transtornos mentais, segundo dados do Ministério da Previdência Social.
“Pressão extrema por resultados leva a ações extremas, nem sempre alinhadas com a cultura da empresa ou, até mesmo, boas práticas. Não raro, o resultado são doenças do trabalho e burnout“, explica Fausto Pires, executivo e consultor de negócios e especialista em liderança comercial e estratégia B2B.
E na era da IA, a fadiga não é apenas física; é uma exaustão cognitiva profunda de quem tenta competir com a velocidade dos robôs sem o suporte emocional necessário.
Para Henrique Pistilli, sócio-fundador da IMUA Escola de Autoliderança, Bem-estar & Propósito, essa sobrecarga mina as faculdades que sustentam decisões estratégicas.
É por isso que o mentor defende uma liderança sustentável, que nasce da reconexão com o propósito de carreira e a própria vida: “Líderes cuidam de organizações, mas poucos cuidam da própria energia. Se você lidera pessoas, talvez valha uma pausa breve para observar algo simples: seu trabalho está ampliando sua vitalidade — ou consumindo sua vida?“.
A proposta de repensar nossos modelos de trabalho e de liderança também aparece na terceira tendência do nosso ranking: as demissões prematuras que estão gerando arrependimento nas companhias.
Movidos pelo entusiasmo (ou pelo medo de ficar para trás) muitos CEOs iniciaram reduções drásticas esperando que os ganhos de produtividade da IA compensassem a ausência humana imediatamente.
O Gartner, no entanto, traz o choque de realidade: apenas 1% das demissões no primeiro semestre de 2025 foram, de fato, resultado direto de um aumento real de produtividade gerado pela IA.
O que estamos testemunhando agora é o “efeito bumerangue”. Gigantes que demitiram massivamente estão sendo forçadas a recontratar talentos, muitas vezes a custos mais elevados e com uma marca empregadora seriamente danificada.
Carlos Bretos, executivo global, conselheiro e mentor especializado em transformação com impacto e inovação sustentável, é enfático sobre essa desconexão entre o hype tecnológico e o valor real: “Usar IA para melhorar processos é ainda o uso mais medieval da ferramenta. É o início da era da valorização do humano, aquele que, se for incluído e estimulado, terá muito menos problemas. Mas não vai ser fácil e será dolorido.”
Navegar com quem já cruzou o mar é mais fácil
Se as tendências de mercado podem mudar a cada mês, preparar líderes que saibam navegar nas incertezas não é mais um diferencial, é uma questão de sobrevivência.
Só que desenvolver um talento não é uma “foto” tirada no planejamento estratégico; é um filme que precisa ser editado em tempo real, ajustando as cenas conforme o desafio operacional muda.
O Top2You Access atende essa necessidade. Ele foi desenhado para transformar o desenvolvimento de lideranças de uma iniciativa pontual em uma infraestrutura contínua.
Através de uma licença anual, o Access garante que os mentorados tenham conversas individuais sob demanda com mentores que já viveram desafios semelhantes — incluindo os mentores que participaram desta edição da newsletter.
Assim, o líder ganha segurança com suporte em tempo real, o RH assume o controle dos dados e a organização acelera a prontidão de seus talentos mais críticos.Se você quer que sua liderança tenha o suporte necessário para os desafios de hoje e de manhã, clique aqui e entenda como o Top2You Access pode estruturar o suporte que seus talentos precisam.



