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Mentores Fora de Série: Denis Tassitano

Por top2you

A escolha de carreira de Denis Tassitano se deu por influência de uma pessoa importante na sua família, seu tio materno, que trabalhava com marketing e despertou em Denis o interesse pela área.

Depois de se formar na área pelo Mackenzie, ele estudou o tema em uma extensão na Universidade de Nova York, entre 1997 e 1998. Profissionalmente, ele passou por empresas como a suíça ISL, ex-gigante do marketing esportivo, e o fundo de investimentos Hicks Muse, quando eles começaram a atuar no Brasil.

Denis conta que, em pouco tempo, ele começou a ver todo o setor com uma certa desconfiança. Era tudo muito volátil. A ISL entrou em falência 15 meses depois de começar a sua parceria com o Flamengo em 1999, enquanto a Hicks Muse, que atuou no Corinthians e Cruzeiro, interrompeu todas as parcerias com os times em 2002. “Marketing esportivo é instável e não é muito profissional.

Naquela época, era menos ainda”, afirma. Denis, então, passou a se direcionar para o setor de tecnologia. O primeiro emprego na área foi como gerente de canais da Microsiga, atualmente TOTVS, fornecedora de softwares de gestão empresarial. Ele ainda não conhecia muitos termos técnicos e, na verdade, admite que ainda estava se familiarizando com o setor.

A sua jornada na área seria outra se não fosse um gestor mais experiente que atuou como um mentor. “Eu entrava no carro dele para fazer algumas visitas e era ali que eu tinha aulas. Ele me explicava o que era banco de dados, o que era ERP, quais eram os concorrentes, líderes de mercado, etc, etc. Agradeço a ele até hoje”, diz. Depois de outra curta passagem pelo marketing esportivo, voltou à Microsiga como gerente de vendas internacionais.

Ficou mais um ano antes de sair para ser executivo de contas da Quanam, uma multinacional uruguaia que iniciava a operação no Brasil. Depois, foi convidado para entrar na SAP, especificamente com a solução SAP Business One, um sistema integrado de gestão empresarial que estava entrando no Brasil. Foi gestor de canais desse software por cerca de três anos em território brasileiro e depois migrou para América Latina por mais três. 

Começando a empreender

O passo seguinte de Denis foi empreender. Ele entrou como sócio na startup JExperts Tecnologia, que vende soluções de SaaS (software as a service), para gestão de projetos e estratégia.

Em paralelo, Denis foi procurado para uma oportunidade em um setor que já conhecia bem: marketing esportivo. Ele foi contratado pela Arena Corinthians, atualmente NeoQuímica Arena, para montar a área de vendas de espaços e camarotes corporativos no estádio que havia acabado de ser inaugurado para a Copa do Mundo de Futebol de 2014. “Eles me fizeram até uma proposta, mas eu disse que não queria ser executivo da arena. O que poderia fazer era contratar uma equipe e colocar os processos”, explica.

Depois de cinco anos e meio na JExperts, ele voltou à SAP como diretor de vendas para o Brasil. Depois, assumiu como líder regional de desenvolvimento de negócios para América Latina e chegou à vice-presidência da SAP Concur, empresa que oferece uma solução de gestão de despesas e viagens corporativas. Primeiro no Brasil, depois na América Latina, onde está até hoje. 

Experiências para líderes negros

Três anos atrás, Denis foi cofundador do instituto Pactuá, que atuava incentivando lideranças negras. “Temos muito profissionais negros na parte de baixo da pirâmide, como estagiários, trainees. O nosso desafio é, agora, alavancar a carreira do nível médio de gestão”, explica.

Trabalhando nesse projeto, sentiu que estava faltando uma parte fundamental da construção de rede de relacionamentos: experiências e lifestyle. “A gente vê que CEO faz muito isso: jogar golfe, jantar, cinema, teatro, outros tipos de interações nas quais você se diverte e ao mesmo tempo se conecta”, diz.

Então, há cerca de um ano, decidiu fundar o Best in Black, um hub de networking. Oferece eventos exclusivos para sócios que pagam mensalidades e também eventos abertos. Recentemente, sediou um jantar em sua própria casa com lideranças de RH para discutir inclusão. Fizeram uma visita guiada à Casa Cor, foram ao Museu Afro do Parque do Ibirapuera e fizeram aulas de jet ski. “Cada mês tem experiências diferentes, e queremos atender todos os gostos”, conta. 

Mentoria inesquecível

Denis se lembra de uma pessoa de um segmento completamente diferente, que estava cheia de dúvidas. Ela estava insegura sobre a empresa em que trabalhava, sobre a sua própria carreira, sobre o setor, tudo. Para Denis, parecia que ela passava pela primeira sessão de mentoria. “Eu consegui deixar claro quais são os desafios e sair com um plano de ação para ser aplicado”, diz. A pessoa gostou de ter recebido essa orientação de forma bem específica. Executou o plano e ele deu resultado. “Eu sempre procuro sair com um plano de ação para executar. Acho que inspirar é legal, mas inspirar só vale se é um empurrão para a ação”, afirma.